segunda-feira, 20 de abril de 2009

Desde dezembro sem vir aqui... não consigo manter frequência, e o pior que nem nas férias. Mas estou voltando, e além do "From My Room's Window" estou começando um blog novo, que aborda praticamente a mesma coisa que tenha falado por aqui nos ultimos postes.
Sim, se não dou conta de um quem dirá de dois, não é? Só que o novo blog não é uma empreitada solo, lá estou dividindo as postagens com um amigo, e por isso pretendo ser mais responsável.
Pretendo postar as mesma coisas nos dois blogs, só que o FRMW vai continuar mantendo aquele cantinho pessoal onde posso jogar tudo pro alto e desabafar sobre minha vida e etc, coisa que lá no outro(divulgarei mais tarde), não posso fazer, afinal ele segue uma linha de assuntos.
Um bom retorno pra nós.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

A Lot Like Love


Não sei porque mas sempre que coloco este filme para assistir penso que vai ser diferente. Mas pela milionéssima vez esse pensamento não passa de um engano. Seja atráves das mesmas cenas clichês, seja por cenas que eu nem lembrava mais, seja pela trilha sonora perfeita, seja pelo diálogo dos personagens ou até mesmo pelo silencio deles, não importa, é sempre o mesmo sentimento: aquele velho misto de nostalgia e alegria esperançosa.

Há três anos é a mesma coisa. Ainda bem!


Quanto ao post vou poupar meu tempo e não falarei sobre a sinopse do filme tampouco sobre as atuações, trilha sonora e etc. Lembro me que na época de lançamento, sinopses, trailers e a chamada - "Não há nada melhor que um grande romance... para arruinar uma amizade perfeitamente boa." - me fizeram ter uma idéia completamente diferente do filme. É melhor dispensar qualquer um destes detalhes e simplesmente aproveitar o filme... nem que seja em plena noite de Natal.


E na Playlist: Breath - Anna Nalick [da trilha sonora do filme]

domingo, 23 de novembro de 2008

The Bubble


Inevitavelmente tive que pular o comentário sobre a Rolling Stone deste mês - que foi muito melhor que a edição de aniversário - , pular comentários sobre uma série de filmes que assisti... Superei também a falta de tempo e a preguiça porque este filme pedia um comentário imediato, antes que seu impacto sobre mim passasse. Então aqui estou eu.

Desde o Festival do Rio de 2007 venho tentando assisti-lo, mas por falta de ingressos não o vi, depois adquiri o filme e como já é comum acontecer, deixei de lado, afinal o filme sendo meu não há pressa em assisti-lo. Porém hoje, depois de muito pensar e quase assisti pela centésima vez “De Repente é Amor” resolvi reduzir a lista de filmes que me esperam para as férias. Como não queria desperdiçar a chance de assisti algo romântico escolhi The Bubble. Tudo bem que o filme trata também de questões políticas mas eu na minha inocência acreditava que isso seria apenas o plano de fundo para um romance clichê qualquer. Porém me enganei.

Realizado por Eytan Fox, The Bubble - assim como “Delicada Atração”, do mesmo diretor - também trás como temática a questão da homossexualidade, porém ele trás um algo a mais que é o fato desta relação ser entre um Israelense e um Palestino.
Desde o seu início o conflito Israel e Palestina é abordado, porém isso passa despercebido quando o foco se volta para Tel Aviv - conhecida como a bolha devido ao modo indiferente como seus habitantes tratam a guerra - onde os amigos Noam, Yali e Lulu dividem um apartamento. A partir deste instante nos é mostrado como as pessoas levam suas vidas normalmente embora vivam meio a um conflito constante. Mas a chegada do Palestino Ashraf em Tel Aviv e seu rápido envolvimento com Noam serve para que o filme deixe de lado as questões afetivas e parta para uma abordagem mais política, retratando o preconceito, a intolerância e a difícil convivência pacífica entre cidadãos de ambas as regiões – mesmo que estes procurem se manter apolíticos.

De uma forma bem sutil, apelando até mesmo para um lado às vezes cômico “The Bubble” nos apresenta o estilo de vida destes jovens que vivem também cercados pela cultura americana, seja através das roupas, musicas e filmes. Mostra o idealismo presente entre eles, que também enxergam o irracionalismo deste conflito. Mostra as dificuldades de ser homossexual ainda mais em países aonde o sectarismo ainda é uma manifestação forte. Mostra a importância que é dada aos valores e tradições familiares.
De alguma forma o filme assume o sentido inverso quanto a sua proposta, pois a homossexualidade que a princípio é sua a temática se torna apenas o pano de fundo para abordar a questão do conflito Israel/Palestina.
E no final o que menos importa é qual tipo de relação é abordada, o que vem a tona é o sentimento de quão estúpidos são estes conflitos.

E na Playlist: Just Like Honey - The Jesus and Mary Chain

terça-feira, 28 de outubro de 2008


"There's a big fucking world out there. It's messy, and it's chaotic, and it's never, never ever the thing you'd expect. It is ok to be scared, but you cannot allow your fears to turn you into an asshole, not when it comes to the people that love you, the people that need you."

(Carter Webb)
Não posso negar que o motivo de eu ter assistido "In The Land Of Women" se deve à presença de Adam brody, que imortalizou o nerd Seth Cohen no seriado The OC, como personagem principal do filme. Porém no decorrer da história tal semelhança com Seth Cohen vai desaparecendo e finalmente conseguimos enxergar Adam Brody como Carter Webb.
No filme Carter Webb é um escritor de contos pornos que ao levar um fora da sua namorada decide sair de Los Angeles rumo a Detroit afim de cuidar de sua avó que está doente. Está parece ser a oportunidade que ele esperava para repensar sua vida tanto no campo amoroso quanto profissional.
No entanto Carter , além de cuidar da sua avó acaba conhecendo as mulheres que moram na casa da frente - a matriarca da família Sarah(Meg Ryan), a jovem Lucy(Kristen Stewart) e a pequena Paige(Makenzie Vega) - e com elas acaba fortalecendo laços de amizade e de amor.
Sarah é uma mulher que se ve estagnada frente a sua própria vida, apresentando sempre um ar triste e melancólico. Como se esperasse um algo a mais da vida.
Lucy é uma garota que vive uma relação conflituosa com sua própria mãe e que parece querer ser completamente o oposto dela.
Enquanto Paige, embora ainda uma criança é a que aparenta ter mais os pés no chão mesmo querendo se casar com Carter.
Os tramas dos personagens vão se desenrolando em sua maior parte atráves das longas caminhadas de Carter e Sarah pela agradável vizinha, e nas conversas de Carter com Lucy. É a partir deles que vamos conhecendo os personagens e suas histórias.
O que vemos é uma troca de experiências e conselhos. E o que podemos tirar disso tudo é que de alguma forma Carter mudou a vida delas e elas mudaram a vida de Carter.
Quem espera de um filme grandes emoções não encontrará em "In The Land of Women" este ingrediente, mas para quem gosta de boas atuações, diálogos e leveza, pode assistir que isso é garantido.


E na Playlist: Só Pro Meu Prazer - Leoni

domingo, 26 de outubro de 2008

Mamma Mia


Deveria ter feito este post há duas semanas, quando assisti ao filme, mas enrolações a parte não poderia deixar de falar dele.

Como sou fã de musicais sou meio suspeito para falar mas vamos lá.

O filme conta a história de Sophie (Amanda Seyfried), que vai se casar em poucos dias, e por isso mesmo deseja descobrir quem é seu pai, para que ela possa ter quem a leve ao altar. Porém essa tarefa não é nada fácil. Tendo em mãos um antigo diário, ela descobre que dos três antigos amores de sua mãe Donna (Meryl Streep) um deles é seu pai, e por isso ela resolve convidá-los para seu casamento afim de desvendar o mistério.
A partir dos amores mal resolvidos de Donna e da tentativa de descobrir quem é o pai de Sophie, o filme se desenrola meio as diversas canções do Abba.
Provavelmente este não é o melhor musical do cinema, mas é impossível não destacar as atuações de Meryl Streep, que diferente dos seus papeis mais sérios, é pura descontração. Contracenando na maior parte das cenas com Christine Baranski e Julie Walters, ela é esbanja energia. Pula, Mergulha, Corre, Canta e Dança como ninguém. Se eu não era apaixonado pela atriz, agora sou. E se tem canção que se encaixou como uma luva ao personagem foi "Dancing Queen". A letra diz tudo: "You are the dancing queen, young and sweet, only seventeen". Desessete pode não ser sua idade de fato mas com certeza é o equivalente a sua energia em cena.



E na playlist: Read My Mind - The Killers






Shelter


Encantador é a melhor definição para o filme "Shelter" . É a segunda vez que assisto, e a sensação que o filme passa continua sendo ótima. Embora abordando a temática GLS, "Shelter" vai muito além disso. A história tem como personagem principal Zach (Trevor Wright), um jovem surfista que deixa seus sonhos de lado para assumir a responsabilidade de cuidar de seu sobrinho e de sua irmã, que leva a vida de uma forma inresponsável.
Portanto Zach conhece Shaun (Brad Rowe) irmão do seu melhor amigo, e o que a princípio surge como uma amizade se torna algo mais forte. A partir deste momento Zach ve sua vida mudar completamente. A relação com Shaun insere dúvidas, medos e conflitos na vida de Zach mas ao mesmo tempo ele parece ser o que faltava para mostrar a Zach que sua vida vai além de seus deveres com os outros, que ele tem sonhos, talentos e precisa seguir em frente em busca de seus objetivos. E é isso que Zach faz. Incentivado por Shaun, ele se inscreve na faculdade de arte e encontra um novo sentido para sua vida.
Muito mais que mostrar a relação entre um casal de gays, e sem apelar para cenas explícitas, mostrando o amor do casal da forma mais sutil e carinhosa possível, "Shelter" resalta como as vezes ficamos acomodados frente a algumas dificuldades, como as vezes abdicamos dos nossos próprios sonhos para cuidar de outras pessoas. É uma história de auto-aceitação e de descoberta, que mostra como as vezes os mais fácil é aceitar quem somos e deixar que algumas pessoas entrem em nossas vidas, porque muitas vezes o que nos falta é alguém para mostrar o caminho, independente de quem seja. É a velha história do "Toda forma de amor vale a pena".


[P.S.: Fotografia e Trilha sonora perfeitas.]


E na Playlist: Unsaid - The Fray

domingo, 12 de outubro de 2008


Já tinha dito que eu li na Rolling Stone que o novo álbum dos Killers, "Day & Age", está com previsão de lançamento para Novembro, não é? Mas eles já lançaram nas rádios americanas o primeiro single do CD, a canção se chama "Human", e eu não consigo parar de escutar. Meu mais novo vício musical.
Das três músicas de "Day & Age" que já escutei essa é a melhor, uma batida leve e nostálgica, que me trás bons sentimentos. Nada que se compare com o que sinto quando escuto "Mr. Brightside" e "Smile Like You Mean It", é claro. Mas se o álbum inteiro seguir esse ritmo, posso apostar que não deixará nada a desejar aos dois trabalhos anteriores do quarteto de Las Vegas. Agora é só esperar o lançamento.

P.S.: Esse mês faz um ano que os The Killers vieram ao Brasil, puta nostalgia hein. Um show para não se esquecer jamais.

E na Playlist: Human - The Killers

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