terça-feira, 28 de outubro de 2008


"There's a big fucking world out there. It's messy, and it's chaotic, and it's never, never ever the thing you'd expect. It is ok to be scared, but you cannot allow your fears to turn you into an asshole, not when it comes to the people that love you, the people that need you."

(Carter Webb)
Não posso negar que o motivo de eu ter assistido "In The Land Of Women" se deve à presença de Adam brody, que imortalizou o nerd Seth Cohen no seriado The OC, como personagem principal do filme. Porém no decorrer da história tal semelhança com Seth Cohen vai desaparecendo e finalmente conseguimos enxergar Adam Brody como Carter Webb.
No filme Carter Webb é um escritor de contos pornos que ao levar um fora da sua namorada decide sair de Los Angeles rumo a Detroit afim de cuidar de sua avó que está doente. Está parece ser a oportunidade que ele esperava para repensar sua vida tanto no campo amoroso quanto profissional.
No entanto Carter , além de cuidar da sua avó acaba conhecendo as mulheres que moram na casa da frente - a matriarca da família Sarah(Meg Ryan), a jovem Lucy(Kristen Stewart) e a pequena Paige(Makenzie Vega) - e com elas acaba fortalecendo laços de amizade e de amor.
Sarah é uma mulher que se ve estagnada frente a sua própria vida, apresentando sempre um ar triste e melancólico. Como se esperasse um algo a mais da vida.
Lucy é uma garota que vive uma relação conflituosa com sua própria mãe e que parece querer ser completamente o oposto dela.
Enquanto Paige, embora ainda uma criança é a que aparenta ter mais os pés no chão mesmo querendo se casar com Carter.
Os tramas dos personagens vão se desenrolando em sua maior parte atráves das longas caminhadas de Carter e Sarah pela agradável vizinha, e nas conversas de Carter com Lucy. É a partir deles que vamos conhecendo os personagens e suas histórias.
O que vemos é uma troca de experiências e conselhos. E o que podemos tirar disso tudo é que de alguma forma Carter mudou a vida delas e elas mudaram a vida de Carter.
Quem espera de um filme grandes emoções não encontrará em "In The Land of Women" este ingrediente, mas para quem gosta de boas atuações, diálogos e leveza, pode assistir que isso é garantido.


E na Playlist: Só Pro Meu Prazer - Leoni

domingo, 26 de outubro de 2008

Mamma Mia


Deveria ter feito este post há duas semanas, quando assisti ao filme, mas enrolações a parte não poderia deixar de falar dele.

Como sou fã de musicais sou meio suspeito para falar mas vamos lá.

O filme conta a história de Sophie (Amanda Seyfried), que vai se casar em poucos dias, e por isso mesmo deseja descobrir quem é seu pai, para que ela possa ter quem a leve ao altar. Porém essa tarefa não é nada fácil. Tendo em mãos um antigo diário, ela descobre que dos três antigos amores de sua mãe Donna (Meryl Streep) um deles é seu pai, e por isso ela resolve convidá-los para seu casamento afim de desvendar o mistério.
A partir dos amores mal resolvidos de Donna e da tentativa de descobrir quem é o pai de Sophie, o filme se desenrola meio as diversas canções do Abba.
Provavelmente este não é o melhor musical do cinema, mas é impossível não destacar as atuações de Meryl Streep, que diferente dos seus papeis mais sérios, é pura descontração. Contracenando na maior parte das cenas com Christine Baranski e Julie Walters, ela é esbanja energia. Pula, Mergulha, Corre, Canta e Dança como ninguém. Se eu não era apaixonado pela atriz, agora sou. E se tem canção que se encaixou como uma luva ao personagem foi "Dancing Queen". A letra diz tudo: "You are the dancing queen, young and sweet, only seventeen". Desessete pode não ser sua idade de fato mas com certeza é o equivalente a sua energia em cena.



E na playlist: Read My Mind - The Killers






Shelter


Encantador é a melhor definição para o filme "Shelter" . É a segunda vez que assisto, e a sensação que o filme passa continua sendo ótima. Embora abordando a temática GLS, "Shelter" vai muito além disso. A história tem como personagem principal Zach (Trevor Wright), um jovem surfista que deixa seus sonhos de lado para assumir a responsabilidade de cuidar de seu sobrinho e de sua irmã, que leva a vida de uma forma inresponsável.
Portanto Zach conhece Shaun (Brad Rowe) irmão do seu melhor amigo, e o que a princípio surge como uma amizade se torna algo mais forte. A partir deste momento Zach ve sua vida mudar completamente. A relação com Shaun insere dúvidas, medos e conflitos na vida de Zach mas ao mesmo tempo ele parece ser o que faltava para mostrar a Zach que sua vida vai além de seus deveres com os outros, que ele tem sonhos, talentos e precisa seguir em frente em busca de seus objetivos. E é isso que Zach faz. Incentivado por Shaun, ele se inscreve na faculdade de arte e encontra um novo sentido para sua vida.
Muito mais que mostrar a relação entre um casal de gays, e sem apelar para cenas explícitas, mostrando o amor do casal da forma mais sutil e carinhosa possível, "Shelter" resalta como as vezes ficamos acomodados frente a algumas dificuldades, como as vezes abdicamos dos nossos próprios sonhos para cuidar de outras pessoas. É uma história de auto-aceitação e de descoberta, que mostra como as vezes os mais fácil é aceitar quem somos e deixar que algumas pessoas entrem em nossas vidas, porque muitas vezes o que nos falta é alguém para mostrar o caminho, independente de quem seja. É a velha história do "Toda forma de amor vale a pena".


[P.S.: Fotografia e Trilha sonora perfeitas.]


E na Playlist: Unsaid - The Fray

domingo, 12 de outubro de 2008


Já tinha dito que eu li na Rolling Stone que o novo álbum dos Killers, "Day & Age", está com previsão de lançamento para Novembro, não é? Mas eles já lançaram nas rádios americanas o primeiro single do CD, a canção se chama "Human", e eu não consigo parar de escutar. Meu mais novo vício musical.
Das três músicas de "Day & Age" que já escutei essa é a melhor, uma batida leve e nostálgica, que me trás bons sentimentos. Nada que se compare com o que sinto quando escuto "Mr. Brightside" e "Smile Like You Mean It", é claro. Mas se o álbum inteiro seguir esse ritmo, posso apostar que não deixará nada a desejar aos dois trabalhos anteriores do quarteto de Las Vegas. Agora é só esperar o lançamento.

P.S.: Esse mês faz um ano que os The Killers vieram ao Brasil, puta nostalgia hein. Um show para não se esquecer jamais.

E na Playlist: Human - The Killers

E as duas últimas semanas foram corridas demais, por isso a ausência. Provas e muita coisa para ler ocuparam todo meu tempo e me tornaram um zumbi na última semana. Dormir quatro horas estava sendo um privilégio, acreditem. Mas no meio da correria, tive que tirar um tempinho - bem corrido também - para assistir os pouquíssimos filmes do Festival. Sim pouquíssimos. Dos cinco poucos que encaixei no meu horário só consegui três. Mas de qualquer forma três excelentes filmes.Tinha a pretensão de dedicar um post a cada um deles mas como não consegui vou falar leiga e rapidamente sobre cada um deles.

"Vicky Cristina Barcelona" do Woody Allen é excelente. A história é boa. O clima do filme é gostoso e as atuações realmente são ótimas, na minha opinião destaque especial para Penélope Cruz. Tudo bem que a Scarlett é a minha queridinha mas a Penélope realmente me conquistou nesse filme. A intensidade dela me encanta. Tirando isso, sem grandes lições de vida ou coisas do tipo. O filme gira em torno de relações amorosas e sexuais, algumas casuais, umas planejadas, outras avenureiras, tendo como centro um triângulo amoroso, mostrando que muitas vezes um ingrediente a mais pode ser essencial para que uma fórmula de certo. Mais um do Woody Allen que adoro.

"Rebobine, Por Favor" do Gondry é uma comédia com uma pitada de drama que vale a pena ser vista. A comédia fica por conta da atuação de Jack Black e de Mos Def "suecando" alguns clássicos dos anos 80. Quem assistiu "Os Caça Fantasmas" e "RoboCop" vai sentir até uma certa nostálgia em alguns momentos. Já a parte dramatica fica por conta do personagem de Danny Glover, que interpreta um dono de locadora que tenta driblar os desafios da nova tecnologia para tentar salvar a sua locadora e permitir que a memória do lugar não se perca. Um filme que mesmo não sendo intenso em nenhum gênero agrada a quem vê. Pelo menos a mim agradou.

"Queime depois de ler" dos irmão Cohen é o tipo de filme que você vai assistir achando que é de ação mas na verdade se depara com uma espécie de humor negro que aborda as loucuras nas quais as pessoas podem se envolver afim de alcançar seus objetivos. Um mix de ação e comédia em torno de dramas pessoais como a traição, solidão, egoísmo, hedonismo. Destaque para o "Chad" do Brad Bitt, personagem hilário, para mim ele sustenta a parte cômica do filme. Um bom filme, você sai do cinema rindo e ao mesmo tempo indignado. [- A mulher faz uma confusão na vida de todo mundo e ainda se dá bem.]


E na Playlist: John Mayer - Bigger Than My Body

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