
Inevitavelmente tive que pular o comentário sobre a Rolling Stone deste mês - que foi muito melhor que a edição de aniversário - , pular comentários sobre uma série de filmes que assisti... Superei também a falta de tempo e a preguiça porque este filme pedia um comentário imediato, antes que seu impacto sobre mim passasse. Então aqui estou eu.
Desde o Festival do Rio de 2007 venho tentando assisti-lo, mas por falta de ingressos não o vi, depois adquiri o filme e como já é comum acontecer, deixei de lado, afinal o filme sendo meu não há pressa em assisti-lo. Porém hoje, depois de muito pensar e quase assisti pela centésima vez “De Repente é Amor” resolvi reduzir a lista de filmes que me esperam para as férias. Como não queria desperdiçar a chance de assisti algo romântico escolhi The Bubble. Tudo bem que o filme trata também de questões políticas mas eu na minha inocência acreditava que isso seria apenas o plano de fundo para um romance clichê qualquer. Porém me enganei.
Realizado por Eytan Fox, The Bubble - assim como “Delicada Atração”, do mesmo diretor - também trás como temática a questão da homossexualidade, porém ele trás um algo a mais que é o fato desta relação ser entre um Israelense e um Palestino.
Desde o seu início o conflito Israel e Palestina é abordado, porém isso passa despercebido quando o foco se volta para Tel Aviv - conhecida como a bolha devido ao modo indiferente como seus habitantes tratam a guerra - onde os amigos Noam, Yali e Lulu dividem um apartamento. A partir deste instante nos é mostrado como as pessoas levam suas vidas normalmente embora vivam meio a um conflito constante. Mas a chegada do Palestino Ashraf em Tel Aviv e seu rápido envolvimento com Noam serve para que o filme deixe de lado as questões afetivas e parta para uma abordagem mais política, retratando o preconceito, a intolerância e a difícil convivência pacífica entre cidadãos de ambas as regiões – mesmo que estes procurem se manter apolíticos.
De uma forma bem sutil, apelando até mesmo para um lado às vezes cômico “The Bubble” nos apresenta o estilo de vida destes jovens que vivem também cercados pela cultura americana, seja através das roupas, musicas e filmes. Mostra o idealismo presente entre eles, que também enxergam o irracionalismo deste conflito. Mostra as dificuldades de ser homossexual ainda mais em países aonde o sectarismo ainda é uma manifestação forte. Mostra a importância que é dada aos valores e tradições familiares.
De alguma forma o filme assume o sentido inverso quanto a sua proposta, pois a homossexualidade que a princípio é sua a temática se torna apenas o pano de fundo para abordar a questão do conflito Israel/Palestina.
E no final o que menos importa é qual tipo de relação é abordada, o que vem a tona é o sentimento de quão estúpidos são estes conflitos.
Desde o Festival do Rio de 2007 venho tentando assisti-lo, mas por falta de ingressos não o vi, depois adquiri o filme e como já é comum acontecer, deixei de lado, afinal o filme sendo meu não há pressa em assisti-lo. Porém hoje, depois de muito pensar e quase assisti pela centésima vez “De Repente é Amor” resolvi reduzir a lista de filmes que me esperam para as férias. Como não queria desperdiçar a chance de assisti algo romântico escolhi The Bubble. Tudo bem que o filme trata também de questões políticas mas eu na minha inocência acreditava que isso seria apenas o plano de fundo para um romance clichê qualquer. Porém me enganei.
Realizado por Eytan Fox, The Bubble - assim como “Delicada Atração”, do mesmo diretor - também trás como temática a questão da homossexualidade, porém ele trás um algo a mais que é o fato desta relação ser entre um Israelense e um Palestino.
Desde o seu início o conflito Israel e Palestina é abordado, porém isso passa despercebido quando o foco se volta para Tel Aviv - conhecida como a bolha devido ao modo indiferente como seus habitantes tratam a guerra - onde os amigos Noam, Yali e Lulu dividem um apartamento. A partir deste instante nos é mostrado como as pessoas levam suas vidas normalmente embora vivam meio a um conflito constante. Mas a chegada do Palestino Ashraf em Tel Aviv e seu rápido envolvimento com Noam serve para que o filme deixe de lado as questões afetivas e parta para uma abordagem mais política, retratando o preconceito, a intolerância e a difícil convivência pacífica entre cidadãos de ambas as regiões – mesmo que estes procurem se manter apolíticos.
De uma forma bem sutil, apelando até mesmo para um lado às vezes cômico “The Bubble” nos apresenta o estilo de vida destes jovens que vivem também cercados pela cultura americana, seja através das roupas, musicas e filmes. Mostra o idealismo presente entre eles, que também enxergam o irracionalismo deste conflito. Mostra as dificuldades de ser homossexual ainda mais em países aonde o sectarismo ainda é uma manifestação forte. Mostra a importância que é dada aos valores e tradições familiares.
De alguma forma o filme assume o sentido inverso quanto a sua proposta, pois a homossexualidade que a princípio é sua a temática se torna apenas o pano de fundo para abordar a questão do conflito Israel/Palestina.
E no final o que menos importa é qual tipo de relação é abordada, o que vem a tona é o sentimento de quão estúpidos são estes conflitos.
E na Playlist: Just Like Honey - The Jesus and Mary Chain

